terça-feira, 30 de agosto de 2016

CASOS DE VERDADE Nº 182/16



Marival Furtado Vieira

Estava como sempre à procura de um caso pra contar e para isso, tive que rebolar em meus velhos pensamentos, voltando até a adolescência, onde consegui encontrar este, que se encontrava nas profundezas perdidas de minha mente. Então vamos ao que interessa...
Sempre por volta das 16h00,  ainda naquela cidadezinha, uma galera se reunia em um campinho de futebol para uma bela pelada, e para tanto, formavam times, os quais se enfrentavam uns contra os outros, composto por seis jogadores de cada lado e aqueles que ganhavam, iam ficando e disputando com os próximos times, até perderem e também saírem da competição, sendo o campeão aquele que ganhasse na final. Isso acontecia todos os dias da semana. Para a formação dos times, era escolhido a dedo, sendo relacionados os jogadores (?) pelos lideres, os quais geralmente eram os donos da bola ou do campo, e na escolha apontavam: Eu quero fulano  e o outro líder apontava e dizia: Eu quero sicrano e assim por diante. 

Nestes grupos de atletas, (?) ninguém chamava pelo nomes dos jogadores, apenas  pelo apelidos, como seja: Piriquitinho, Papagaio, Zebu, Cangati, Gaiato, Toicinho, Chibata, Macarrão, Casca, Pezão, Conserva, Fi-de-vó, Pé-de-bicho, Vanusa, Bezerra, Bick, Indio, Bedeco, Budeco, Bode, Bodó Baier, Buchudo,  Prego e Mãe Preta. Além destes jogadores, ou cá pra nós, bichos e outros sujeitos,  tinham os que dificilmente eram escalados, tais como: Cabeça-de-Lua, Esfria-lua, Cacheado, Macaco, Da Mata, Broeiro, Goiabinha e outros que me falha a memória.

Em uma final entre duas equipes, onde ali participavam doze atletas, todos com nomes de bichos, momento em que chega a beira do campo um rapaz de aproximadamente dezoito anos e morador de outro bairro, fica surpreso em ouvir os gritos dos atletas pedindo a bola, parecendo que ali se tratava de um zoológico e não um campo de futebol e comenta com o técnico conhecido por DOLÓ, um fuxiqueiro nato, e este  de imediato,  para a partida de futebol, chama os atletas em um canto e diz: “Estão vendo aquele cara ali? Ele disse que vocês não são jogadores, são apenas uns animais metidos a atletas e que vocês não deveriam estar em campo de futebol e sim em um zoológico”. 

Ouvindo aquilo, o grupo partiu em direção ao jovem rapaz, atacando-o com chutes e ponta-pés e colocando-o pra correr. Não sei se o cara corre até hoje, até porque, levou uma bela sova e nunca mais apareceu por lá. Obs: Alguns desses colegas e amigos já são falecidos,  e que elevamos nossos pensamentos, para que estejam em um bom lugar. 

Este é mais um caso de verdade e qualquer semelhança é mera coincidência.

domingo, 31 de julho de 2016

CASOS DE VERDADE Nº 181/16

Marival Furtado Vieira

Quase todos os biriteiros que se casam e acreditam que ainda são solteiros e passam noites em  farras, entre amigos, jogatinas e romances amorosos, esquecendo-se de suas casas e por conseguinte de suas esposas e filhos. E um desses camaradas, morador antigo daquela cidadezinha, pai de dois filhos adolescentes que lhe adoravam, tinha uns amigos fiéis de fim de semana e de copo, os quais eram considerados como seus irmãos e eram uns tremendos gozadores, pois viviam contando piadas e tirando sarro dos amigos e principalmente daquele cabeçudo, como era conhecido e chamado pelo grupo, aquele pai e cachaceiro.

Era um final de semana como de costume para aquele grupo de amigos e como sempre faziam, um deles começou tirando sarro do cabeçudo e dizendo que sua mulher (do cabeçudo) teria espalhado na vizinhança que o mesmo mijava na cama depois que chegava da cachaçada, pois, segundo ela, o colchão vivia ensopado e era impossível alguém dormir com aquela catinga e toda vez que acontecia tal fato, sua mulher dormia no sofá, enquanto aquele pinguço dormia ao aroma de seu próprio mijo, sonhando com o capeta.

Após ouvir atentamente a gozação que estavam lhe impondo, o cabeçudo saiu de mansinho, sem ninguém perceber e foi até sua casa, e lá chegando, tirou o colchão da cama, colocou em cima de seu carro e foi até aquele bar, onde se encontrava momento antes com seus amigos e os chamou e mostrou o colchão, virando de um lado e de outro e perguntando se ali tinha sinal de mijo

Em seguida, achando-se ofendido e sem nenhuma resposta do grupo, dirigiu-se a delegacia de polícia para registrar uma ocorrência de difamação contra seus amigos. Pode?

Este é mais um caso de verdade e qualquer semelhança e mera coincidência.

quarta-feira, 29 de junho de 2016

CASOS DE VERDADE Nº 180/16

Marival Furtado Vieira


Naquela cidadezinha, como já foi dito antes, a maioria de seus moradores são oriundos do sul, sudeste e centro-oeste de nosso país e, portanto, para cá trouxeram seus conhecimentos agrícolas fincando raízes neste pedaço de chão e na mesma bagagem, seus modos e principalmente, seus costumes, dos quais um dos mais fortes é o fato de TOMAREM CHIMARRÃO regado a muita conversa, pois nestes momentos se juntam em uma grande roda, fazendo tipo ROLETA RUSSA, onde aquela cuia com sua bombinha é passada de mão em mão, ou melhor, de boca em boca. 

Apesar desta cidadezinha estar localizada  na região norte, onde seus costumes são dos migrantes, dificilmente alguns deles, conhece a farinha d’água, a farinha de tapioca, o cuscuz, o açaí, a pupunha, o tucumã, o tacacá, o vatapá com camarão, a tapioca, pato no tucupi, pimenta murupi, enfim, a comida típica do bom nortista de Rondônia.

Um camarada nortista, morador daquele lugar, não largou seus costumes, principalmente de tomar açaí com farinha d’água, produtos este vindo importado da capital, pois por lá, não se encontra a dupla, até porque não teria comércio para tal paixão dos poucos nortistas ali radicados.

Continuando, aquele nortista e barrista por natureza, saboreava seu açaí em frente de sua residência, momento em que chega um gaúcho e seu vizinho, famoso tomador de chimarrão e começa a gozar aquele nortista, dizendo que aquilo era porcaria e a resposta daquele caboclo veio a jato, dizendo: 

PORCARIA É AQUILO QUE VOCÊS CHAMAM DE CHIMARRÃO, POIS ALI TODO MUNDO COSPE E TODO MUNDO ENGOLE CUSPE, TEMPERADO COM SALIVA E PELO JEITO É COISA DE MACHO, TCHÊ.  TÔ FORA. 

Este é mais um caso de verdade e qualquer semelhança e mera coincidência.


segunda-feira, 30 de maio de 2016

CASOS DE VERDADE Nº 179/16

Marival Furtado Vieira

Marival Furtado Vieira

Naquela cidadezinha, como já disse antes, a maioria de seus moradores são oriundos da zona rural e, por conseguinte, são agricultores e possuidores de pequenas chácaras, alguns sítios e às vezes até pequenas fazendas, localizados nos arredores desta cidadezinha e por lá acontece de tudo.

Certa vez um desses chacareiros foi até a Delegacia de Polícia, informando ao policial de plantão que um elemento e morador das redondezas, FURTOU uma vaquinha sua, a qual possuía sua marca, ou seja, “BL” e que o safado teria colocando outra marca em cima da sua, passando a ficar “8E”. Perguntado como a vítima teria certeza de ser o elemento informado, o autor do crime, respondeu: Muito simples, da letra B o sem-vergonha, conseguiu fazer um 8 e da letra L, fez a letra E, a maior certeza ainda, é que minha vaquinha está totalmente desnutrida, mostrando todas as suas costelas.

Sendo intimado o referido elemento para se explicar quanto ao furto da vaca desnutrida, o infrator foi logo se defendendo e acusando a vítima de maus-tratos a animal, dizendo ainda que a referida vaca realmente encontra-se em seu pasto em fase de recuperação.

Perguntado ao infrator o porquê de o mesmo ter trocado a sigla do animal, de BL  para 8E, este prontamente respondeu dizendo: Trata-se de oito semanas de ENGORDA, ou seja, dentro de dois meses iria devolver a vaca ao dono e mostrá-lo que MAUS TRATOS é crime e cobrá-lo as oito semanas em que a vaquinha estava em meu pasto engordando.

 Será que é l.7.1 ou não? Ai, nem eu mesmo sei. Só sei que nada sei. 

Este é mais um caso de verdade e qualquer semelhança é mera coincidência.

sexta-feira, 29 de abril de 2016

CASOS DE VERDADE Nº 178/16

Marival Furtado Vieira

Um mineiro na faixa de seus cinquenta e poucos anos, daqueles que ainda faz da palavra, trocadilhos caipira e também que, ao apertar sua mão para saudá-lo, o faz sem fechar ou apertá-la, dando inclusive, apenas as pontas de seus dedos, porém, este mesmo mineiro é muito engraçado, e era vigia noturno de um órgão público naquela mesma cidadezinha.

Estando de guarda em seu trabalho, como fazia sempre, por sinal muito responsável e correto, quando por volta das duas da manhã, segundo ele, deu quatro voltas correndo no pátio daquele órgão para espantar o sono e quando terminou foi até a cantina tomar um cafezinho, porém, ao sentar-se e puxar a garrafa para se servir, sentiu por trás de suas costas, uma mão apertando seu maxilar da face esquerda, enquanto do lado direito, uma arma, tipo “três oitão” e uma voz cavernosa que dizia: Tem mais alguém com você? – Ao que o mineiro respondeu que se encontrava sozinho. Momento em que aquela voz estrondosa,  dizia que iria levar dois veículos, tipo motocicleta que estavam ali no pátio. Então aquele papa-sereno, disse quase que sem voz: pode levar é tudo, deixando eu com vida, está bom demais uai.

Em seguida, ouviu outra voz e percebeu que eram dois ladrões, quando um deles, perguntou onde ficava o telefone e aquele guarda apontou outra sala, e o ladrão lhe disse se ele estivesse mentindo eles o apagaria e o mineiro com toda gentileza possível, lhe disse novamente, pra eles levarem tudo, porém, que lhe deixasse com vida, e que ele não precisaria mentir numa situação daquela.

De volta, um dos ladrões o amarrou com o fio do telefone, colocando um capuz em seu rosto e dizendo para aquele mineiro que queria gasolina para abastecer as motos e mais uma vez, o mineiro usando educadamente e gentilmente de seu vocabulário, chamou o que se achava o chefe e disse: Uai, eu gostaria que vocês apressassem o trabalho de ocês, pois daqui a pouco, ou seja, três horas, tem gente chegando, pois ficaram de vir pegar os carros para viajarem para um distrito daqui, e o outro ladrão chamou a atenção do chefe quanto aquela valorosa informação e então aquele líder, começou a agilizar, pegando a gasolina e dizendo novamente para o mineiro que se o mesmo estivesse mentindo, eles voltariam e o mataria.

Após os ladrões saírem, pois o mineiro teria ouvido o ronco as motos se afastando, momento em que este após várias tentativas, conseguiu desamarrar-se e foi até a sala de telefone e tentou por diversas vezes ligar para a polícia, e como estava nervoso, não teria percebido que o ladrão chefe havia arrancado o fio do telefone para lhe amarrar e ficou tentando, sem perceber que o telefone estava sem fio e, portanto, mudo, foi quando realmente chegou o pessoal que aquele mineiro teria informado aos ladrões, pois ele queria mesmo era se livrar dos safados o mais rápido possível, e LIVROU-SE. Mineiro esperto! Este é mais um caso de verdade e qualquer semelhança é mera coincidência.


terça-feira, 29 de março de 2016

CASOS DE VERDADE Nº 177/16

Marival Furtado Vieira

Um casal vive há bastante tempo maritalmente, ela passando alguns anos da idade da loba, enquanto ele, aproximadamente quinze anos mais jovem que a felina. Agora mergulhem em seus pensamentos e imaginem um camarada  pra lá de "MATUTO", a ponto não ter aprendido ainda a conhecer dinheiro. E quando se fala com o "boneco", este se encolhe todo, morrendo de vergonha e colocando as mãos no rosto e na cabeça. Este é o personagem ZÉ BICHO DO MATO, e que mora também naquela cidadezinha.

Zé Bicho do Mato vive na maior paz do mundo com sua querida e amada mulher, a personagem "MARIA TETÉIA", a qual é uma lobona, metida a gatinha e vivendo na zona rural daquela pequena cidade, onde participa de todos os eventos que frequentemente acontece na "rua" (como é chamado por lá o centro daquela cidade).

Maria Tetéia, quase que diariamente vai à rua, caminhando quase vinte quilômetros, pegando carona aqui e ali, para fazer sabe-se lá o quê? As bocas malditas sabem, mas deixemos de lado a vida dos outros...

Dizem por aí, que Maria Tetéia deu um flagrante em Zé Bicho do Mato, onde o mesmo encontrava-se mantendo relações sexuais com uma "égua" e que este, após o fato consumado, encontrava-se na maior intimidade com aquela quadrúpede, parecendo um casal de namorados em início de romance. A égua toda fogosa, relinchava suavemente, mostrando seus lábios carnudos e balançando seu rabo de tanto contentamento, enquanto Zé, passeava suas mãos naquele corpo cheio de pelos e suado pelo calor escaldante que fazia naquele momento, eram exatamente 14:30hs de um dia ensolarado e de muito AMOR ENTRE OS BICHOS. Este é mais um caso de verdade e qualquer semelhança é mera coincidência.


sábado, 27 de fevereiro de 2016

CASOS DE VERDADE Nº 176/16

Marival Furtado Vieira

Esta, eu conheço desde criança. E lá se vão pra mais de quarenta anos...

Certa pessoa e comandante de um órgão público, até hoje não largou o vício que adquiriu ainda quando bebê, pois imagine que, ainda continua chupando os dois dedos, sendo o dedo anelar e dedo médio juntos, chegando inclusive a fazer calo em ambos e a dupla exala um aroma exótico e insuportável,  que só mesmo seu marido para aguentar. E tem mais, quando a figura está estressada, não atende ninguém que a procure, pois é o momento em que precisa ficar sozinha e adivinha pra quê? Pois é...

Nesta hora em que entra em estresse, fecha a porta de seu gabinete e como seu marido também é funcionário daquele órgão e trabalha sob o seu comando, o deixa do lado de fora tipo um pastor alemão, mentindo e enxotando quem a procura, dizendo na maior cara de pau que a comandante está em reunião, enquanto esta, no interior de sua sala delicia-se com aqueles dois dedos que estão desgastados pelo tempo e pelas chupadas incontroláveis.

Passados uns vinte minutos, acaba a “reunião daquela chefa e seus belos dedos”, saindo de sua sala, e pronta para atender quem lhe procurar, enquanto o pastor alemão lhe informa que estiveram ali a sua procura, médicos, advogados e pessoas influentes e sendo todas elas despachadas por aquele cachorrão, onde pedia para voltarem mais tarde.

A partir dai aquela senhora já refeita de seu estresse, não tem tempo ruim, atendendo a todos com a maior educação e sempre com um belo sorriso em seu rosto, não tendo horário para o trabalho, esquecendo-se até de sua alimentação. É mole? Só a título de uma pequena informação: Nesta mesma família ainda existe outros casos, tanto como de uma criança como de uma adulta que ainda insiste em lambuzar seus lindos (?) dedões.

Este é mais um caso de verdade e qualquer semelhança é mera coincidência. 

sábado, 30 de janeiro de 2016

CASOS DE VERDADE Nº 175/16

Marival Furtado Vieira

Esta é demais. Senão vejamos:

Em um velório de uma figura um tanto conhecida naquela cidadezinha, ocorreu três fatos e todos muito engraçados. Era por volta das três horas da “madruga”, onde naquele momento, encontravam-se apenas quatro pessoas da família e logicamente o “de cujus”.  Momento em que adentra na sala onde o defunto estava sendo velado, um biriteiro, cheio da água que passarinho não bebe, indo em direção daquele corpo estendido e bem acomodado em seu paletó de madeira, dizendo o seguinte: “FULANO, TU ESTÁ SEM MORAL MESMO, ALÉM DE NÃO TER QUASE NINGUÉM, E OS QUATRO QUE AQUI ESTÃO, NEM PRA TUA CARA ESTÃO OLHANDO, ESTÃO SIM, SE DIVERTINDO NO WHAT SAPP E FACEBOOK, E TU AI ESPICHADÃO SEM SABER O QUE SE PASSA A TUA VOLTA” 

Após isto, aquele cachaceiro perguntou quem era a viúva, levantando-se da cadeira uma senhora que também fazia parte do grupo dos quatro e se apresentou ainda com lágrimas nos olhos, para tentar tirar dali o pinguço inconveniente e conhecido do falecido. Só que a viúva não esperava uma cantada daquele bebum, o qual se dizia amigo do morto e este lhe disse: “ELE JÁ PARTIU DESTE MUNDO E COMO AMIGO DELE, VOCÊ SERÁ AMPARADA POR MIM, POIS BASTA VOCÊ QUERER E NÓS CASAREMOS AMANHÃ MESMO”. A viúva após convencer aquele embriagado a se retirar do local e pensando ela que estaria livre do incomodo, lhe aparece outro cachaceiro, mete a cara na sala do velório e em seguida grita: “PÔ CARA, EU QUE SOU SEU AMIGO, ESTAVA TOMANDO UMAS E OUTRAS ALI, QUANDO SOUBE QUE VOCÊ TINHA BATIDO AS BOTAS E AQUI ESTOU PARA TE HOMENAGEAR. SÓ UMA PERGUNTA: CADÊ O RESTO DE SEUS AMIGOS? POIS TÔ VENDO APENAS QUATRO GATO PINGADO”  

Pra finalizar, e achando que era pouco, ainda lhe aparece o terceiro pinguço dizendo que conhecia o defunto, e tinha muito medo de morrer, pois sofria de pressão alta, diabetes, colesterol, artrite, bursite, apendicite e “caralhite”

Momento em que o pai da viúva já não aguentando mais tanto cachaceiro e enfurecido, expulsa aquele bêbado dali, antes, porém, o cachaceiro lhe ameaça dizendo que trabalhava em um posto de gasolina e iria buscar uma arma pra lhe matar e fazer companhia a seu amigo que ali estava com a passagem marcada para outra dimensão. 

Este é mais um caso de verdade e qualquer semelhança é mera coincidência.



terça-feira, 29 de dezembro de 2015

CASOS DE VERDADE Nº 174/15

Marival Furtado Vieira


Este caso de hoje, não terá ao menos uma dose de humor, pois trata-se de um caso de família e que tive a honra em tentar reproduzir a conversa de um amigo que é amigo da personagem.

Uma jovem senhora e mãe de três meninos, todos ainda menores de doze anos, passou a ser pai e mãe daquelas crianças, até porque é separada e vive enterrada em seu trabalho,  para dar suporte  a educação de seus três filhos, além da manutenção diária com alimentação, vestuário e etc.,

Esta mesma jovem senhora é uma pessoa muito religiosa, vivendo exclusivamente para o trabalho, sua família e a igreja, esquecendo-se ela de que a vida não se resume somente a isso, principalmente porque tem uma beleza inconfundível e um mistério em seus olhos, além de um sorriso avermelhado, segundo meu amigo.
Certo dia, em conversa com seu amigo, disse a este que realmente estaria trabalhando muito, pois o trabalho fazia esquecer (não disse o quê) e que precisaria parar um pouco o trabalho e repensar sua vida.

Este caso escrevo para chamar a atenção não só das mulheres, mas também dos homens que se anulam em detrimento de alguma coisa, mesmo sendo filhos, ex-maridos ou ex-mulheres, viúvos ou viúvas, enfim, a vida continua e ninguém deixa seus filhos de lado por encontrar uma pessoa  que lhe possa fazer feliz. Como sempre digo, sou fã incondicional do Martinho da Vila, porém, o Roberto Carlos é a parte e este não se discute, ele é em especial. E assim são os filhos, eles serão sempre em especial e não se misturam com um novo amor que o homem ou a mulher venham a ter.

Até hoje, não soube que alguém morreu de amor, portanto, vamos lá gente, ENTRAR O ANO DE 2016 com muito amor, tanto pelo sangue como pela paixão. Nesta oportunidade, quero desejar a todos os leitores, meus amigos e colegas, UM ANO NOVO CHEIO DE MUITO AMOR E MUITA PAZ. Este é mais um caso de verdade e qualquer semelhança é mera coincidência

terça-feira, 24 de novembro de 2015

CASOS DE VERDADE Nº 173/15

Marival Furtado Vieira


Mais uma engraçada daquela cidadezinha...

Eram duas jovens senhoras, as quais foram praticamente criadas na área rural, portanto, com grandes ideias geniais, uma vez que, tudo se torna mais difícil em se comparando com quem mora nas cidades e como dizem elas, QUEM NÃO TEM CÃO, CAÇA COM GATO. E foi o que aconteceu, as duas que se parece com o “professor Pardal”, volta e meia estão aprontando alguma criação, ou seja, criando ideias e colocando em prática, porém, uma dessas ideias geniais da dupla que me chamou muito a atenção, foi a seguinte:

Estavam elas em momentos de lazer, em conversa de comadres, quando tiveram a ideia de como ralar mandioca mais rapidamente e sem cortar seus belos dedos como acontecia algumas vezes. Pegaram uma máquina tipo tanquinho de lavar roupa que servia a uma das famílias das jovens senhoras, tiraram alguma peça, a qual segundo elas é segredo de estado das duas, picaram toda a mandioca, colocaram dentro da máquina de lavar, e ligaram aquele acessório doméstico. Dentro de cinco minutos teriam ralado mais de quarenta quilos de mandioca.

Dai, saiu uma gostosa farinha torradinha, um bocado de bolos de mandioca, muitas e muitas tapiocas e ainda sobrou o líquido amarelo (para quem não conhece) é o famoso TUCUPI.

Um casal amigo em visita a casa de uma delas, onde também se encontrava ali a outra parceira inventora, começou a elogiar pela farinha que foi servido no almoço e no lanche da tarde, seus deliciosos bolos de mandioca e algumas tapiocas. Ao ser perguntado pela sua visita de como elas conseguiam ralar aquela quantidade de mandioca, responderam que teriam comprado uma máquina tipo tanquinho de lavar roupa zerada, simplesmente para uso exclusivo de ralação de mandioca, porém não disseram o segredo. Por bocas de matildes, foi descoberto que o próprio tanquinho, já estava capengando de tão velho e surrado pelo tempo. Este é mais um caso de verdade e qualquer semelhança é mera coincidência. 

EM TEMPO: Hoje (24.11.2015) nasceu minha netinha LÍVIA VALE VIEIRA,
lá em Porto Velho e nesta oportunidade, quero parabenizar meu filho Marival Júnior e minha nora Leliane Vale por me darem mais uma princesinha.

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

CASOS DE VERDADE Nº 172/15

Marival Furtado Vieira

Ainda naquela cidadezinha, chega um jovem para visitar sua mãe, que não se viam, à quase trinta anos, até porque os desencontros da vida não lhes permitiram, mas deixo de lado esta questão, uma vez que já foi esclarecido e resolvido entre ambos e isto não nos interessa, senão a eles.

Continuando, aquele jovem que cresceu e mora em uma grande cidade da região norte, pela primeira vez chega à outra capital, não tão grande quanto à dele, também na mesma região, porém, sua terra natal, pois ali, somente nasceu e não conhecia até aquele dia em que foi recebido no aeroporto por uma senhorinha, magrinha e aparentemente frágil, onde ficou com receio até de abraçá-la, com medo de machucá-la e que estava acompanhada por alguns parentes dela, uma vez que tal senhora tinha uma carinha de anjo, só não parecendo mais, tendo em vista que a mesma encontrava-se com um belo cigarro entre os dedos.

Esta senhorinha, após se apresentar como cunhada de sua mãe e que estaria incumbida por aquela em recebê-lo e acompanha-lo até à meia noite do mesmo dia, horário em que pegaria o buzão com destino ao município onde mora sua mãe, e o levou para sua residência, onde perguntou se aquele jovem estaria com fome, e este de imediato, respondeu que sim. Com grande simplicidade e calmaria, a senhorinha serviu o almoço e ao abrir a geladeira, encontrou umas duas cervejas como se ali estivessem perdidas e perguntou suavemente ao jovem, na maior tranquilidade, se ele tomava cerveja, momento em que também respondeu afirmativamente. 

Pronto! Foi o bastante, em seguida ela ligou não sabendo pra onde, pedindo três caixas de cerveja bem gelada e dai em diante, o pau cantou até o horário da continuação da viagem daquele jovem, que não aguentou acompanhar a birita que aquela senhorinha empurrava com sua galera. Segundo ainda o jovem, este ficou encantado com a recepção recebida em sua terra natal, administrada por aquela senhorinha, que não toma nada, apenas  CHUPA NO ALGODÃO... É mole ou quer mais? 

OBS: Hoje, minha linda Rosinha completa mais um ano de vida e nesta oportunidade, aqui deixo uma mensagem que serve de estímulo para acreditar mais e mais que as coisas acontecem tudo no seu tempo, como aconteceu agora a pouco:
“Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu” (Eclesiastes, cap. 3 vs. 1) Parabéns meu amor.

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

CASOS DE VERDADE Nº 171/15

Este é mais um caso escrito pelo meu filho que como o Caso de Verdade nº 151/14, me enche de orgulho...Muito obrigado Júnior. Também te amamos...


By
Marival Júnior   
           
Tudo começa há mais ou menos três anos atrás, período de minhas férias, setembro de 2013 exatamente. Nesta ocasião, meu pai encontrava-se em Porto Velho-RO, com sua esposa Rosangela e dona Marina, onde fui convidado a passar as férias com os mesmos, na cidade de Alta Floresta do Oeste, interior de Rondônia, na tão propalada e abençoada Zona da Mata.

Loucos por pescaria, Marival pai e Marival filho, partiram às aventuras da pesca, pois nesta cidade, o rio branco, não perde nada para os outros rios que servem como pontos de pesca. Pintados, piaus, matrinxãns, sardinhas, matupiris (lambaris, como é chamado localmente) e demais peixes, foram capturados com maior frequência pela equipe de pescadores, da qual fazia parte.
Para finalizar a premissa da história de como cheguei por estas bandas, vamos resumir um pouco:

Cheguei a convite de meu pai pela primeira vez, no dia 01/09/2013, fiquei duas semanas, com direito de ir e vir (PVH – Alta Floresta), até porque, meu pai estava com problemas no seu bobo (coração) e não sabíamos. Fiz novas amizades por aqui, destaco: Rosangela e Irinéia Lemos, Sebastião – vulgo Tião, Fofão, Zé Abbá, Pr. Everaldo, Pr. João, Cris, Fabiane, Vera e muitos outros, como Valdir e Suzy, Abraão Knoblock, Maiklane, etc.; Recuperação louvável de meu pai (abençoada Angioplastia) e vida nova para ele, (um grande amigo e parceiro).

Voltando para o futuro, temos muitas coisas boas, como por exemplo, os estreitamentos das novas amizades, gente nova no pedaço (João Neto), e o filhinho (a) do Valdir e Suzy que está a caminho. Acidentes inesperados também aconteceram, coitado do Pálio 0183 assim eu o chamo, pelo final das placas. Chuvas torrenciais causando muitos atoleiros no percurso ao rio branco.

Fazendo um balanço geral, posso citar que muita coisa mudou. Porém, para melhor! Acredito que tudo faça parte da minha nova agenda para o futuro, que pretendo realizar em 2016. Provavelmente, estarei formado e com anel no dedo, com minha Lívia já mocinha e se Deus quiser, dentro dos conformes.

Umas das coisas que me fará falta, com toda certeza, é a convivência dócil do humilde, porém aconchegante lar do pai e da Rosa. Os copos caindo, café as 06h cheirando, caixa de remédio  e janelas se abrindo, o povo orando fielmente ao meio dia pelos seus familiares e amigos, divergências de opiniões entre o casal mais simpático de Alta Floresta, lógico, meu pai e a Rosa digo, apenas divergências de opiniões, porém um convívio muito feliz de ambos, bem como de seu kit, como costuma dizer o próprio.

Grandes lições eu aprendi aqui e tentarei transmitir para as minhas princesas: Honestidade, dignidade, fé e sobre tudo, perseverança. Tenho orgulho de fazer e participar, por mais que seja muito pouco da convivência desse povo querido daqui. Vocês todos: Marival, Rosângela, Irinéia, Marina e Andressa, assim como, o Nilton, são para mim, minha “FAMÍLIA AMADA”.

Desculpe-me se não pude corresponder às expectativas de todos. Faço tudo na medida do possível. Amo todos vocês!!!


            

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

CASOS DE VERDADE Nº 170/15

 Marival Furtado Vieira

Era um dia normal de trabalho, há muitos anos, foi quando me veio à memória este caso, que por incrível que pareça, trata-se de um caso bizarro e totalmente sem nexo, até porque, os personagens são jovens que acabaram de entrar na adolescência. Senão vejamos:

Quando por volta das 19h00, compareceu naquela pequena delegacia, um casal apresentados pela guarnição da policia militar, informando ao policial civil de plantão que aquele casal, se encontrava ali apenas porque não chegaram a um entendimento sobre como educar seus dois filhos, um de treze anos e o outro de quatorze.

Segundo informações da esposa, o pai daqueles adolescentes vinha ultimamente bebendo muito e com isso, ao sair para suas farras costumeiras, pegava seus filhos na escola na hora da saída, e por várias vezes levou aqueles inocentes para um bar onde frequentava, para aprenderem a ser “homem” como dizia ele. Lá, ensinava os jovens  a beberem “cachaça”, jogarem bilhar e até paquerar algumas velhotas que por ali faziam “ponto”.

A certa altura daquela farra, o filho mais velho, com autorização de seu pai, depois de “encher a cara”, pegou uma velhota daquelas que se não me falha a memoria, pesava aproximadamente 110 kg e totalmente desdentada, que encontrava-se por lá piruando os fregueses daquele estabelecimento.  

Sem perceber que estava em um local público, começou a beijar na boca daquela desdentada que usava uma saia provocante, e um colante super decotado, deixando a mostra quase que por inteiro, a queda de suas duas torres gêmeas. Em seguida,  partindo para o abraço, ali mesmo na frente dos frequentadores, onde tirou a calcinha da gorda e ficou tentando sem obter êxito por várias vezes. 

Este é mais um caso de verdade e qualquer semelhança é mera coincidência.