sexta-feira, 22 de maio de 2026

ERA UMA VEZ...


Marival Furtado Vieira



Era uma vez, de verdade. Quando ainda muito jovem, lá pelos idos do ano de 1968, um grupo de amigos sempre saíam aos fins de semana, para as famosas festinhas que aconteciam nas casas de alguns amigos e colegas, regada a caipirinha, Coca-Cola, Fanta laranja e Fanta uva, bem como, algumas poucas cervejas Brahma.

As festinhas transcorriam sem alteração, pois os pais daqueles que convidavam os amigos e colegas, sempre estavam de olho e por isso mesmo, nunca havia brigas e nem discussões. Essas festinhas iam somente até às 23:00h, quando, geralmente o pai, vai a sala e comunica o encerramento da festinha e agradecia a presença de todos, antes, porém, avisava que todo mundo antes de sair teriam que ajudar na limpeza da casa, o que acontecia rapidamente. 

Esse mesmo grupo que saíam juntos para as festinhas em um fusquinha de propriedade de um deles e que todos os quatros amigos já estavam com 18 anos de idade e por isso mesmo, ao se despedirem daquele amigo dono da festinha, pegavam suas motocicletas e partiam com destino aos puteiros existentes naquela cidadezinha, afim de se divertirem com as DAMAS DA NOITE, pois naquela idade, os neurônios estão a flor da pele, portanto, como diziam eles: VAMOS NOS ALIVIAR. Como naquela casa da perdição, tudo é pago, só não a entrada para maiores, então os quatro amigos como estavam mais lisos do que sabão, conversaram entre si, planejando jogarem seus charmes para aquelas que estavam sobrando naquele ambiente. E assim fizeram, porém, não tiveram êxitos.

Uma senhorinha que estava a observar aqueles garotões, já sabia das intenções dos jovens metidos a malandros e chamou um deles a sua mesa e se ofereceu com uma noite de prazer, com direito a bebida e mais aquilo de graça, isto servia para todos os quatros. Então ele perguntou: A SENHORA DÁ CONTA DE NÓS, onde ela respondeu: Primeiro, eu não sou senhora, sou uma velha puta, segundo, se tiver mais de quatro: TÔ DENTRO. Então encheram a cara por conta daquela vovozinha e que deixaram ela a ver navios e foram embora. Logo em seguida, o motora que estava pra lá de Bagdá, dirigia o fusquinha em alta velocidade e com isso veio a colidir em outro veículo. Depois não sei o que aconteceu.

Este é mais um caso de verdade e qualquer semelhança é mera coincidência.