sábado, 14 de janeiro de 2012

CASOS DE VERDADE Nº 128/12

Marival Furtado Vieira
Há muitos anos, quando ainda era aqui um pequeno povoado, diariamente chegando migrantes de todos os recantos do Brasil, principalmente do sul, sudeste e centro-oeste, se instalando em áreas de terras até então devolutas e totalmente virgens, onde passaram a derrubar,  queimar e plantar, atendendo o chamado do governo federal da época, onde o lema era: “SE PLANTANDO TUDO DÁ”. 

E como naquela cidadezinha era um povoado assentado  em terras férteis, aqueles trabalhadores da agricultura, trouxeram para cá,  seus conhecimentos e começaram a desenvolver o patrimônio, chegando à potência que hoje se encontra, estando entre um dos maiores produtores de feijão, café e milho.
Certo cidadão, lavrador desde quando segundo ele, se entende por gente e hoje aposentado,  se aproximando dos oitenta anos de idade e já bastante alquebrado pelo tempo, sofrendo de quase toda doença que possui o final ITE e um pouco de OSE, ou seja, artrITE, bursITE, renITE, sinusITE, apendicITE, artrOSE, osteoporOSE e até cirrOSE.  É mole?
Ainda hoje com seus cabelos embranquecidos tanto pela idade como pelo sofrimento que aquele idoso passou durante os anos de sua vida, porém,  ainda se acha em plena forma, querendo fazer serviço braçal, onde tenta de todas as formas ainda manusear a foice, a enxada, o facão e o machado, os quais já não obedecem aos comandos daquele velho teimoso que anda quase de cara no chão, tendo em vista que,  sua coluna á qual está condenada pelo seu médico, encontra-se totalmente danificada.

Além de todas estas doenças, o safado do velhinho ainda enche a cara de cana e quando já bicudo, começa sacanear com o médico para seus amigos que, segundo ele, aquele médico não sabe nada. Santa ignorância. Este é Mais um caso de verdade e qualquer semelhança é mera coincidência.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

CASOS DE VERDADE Nº 127/11

Marival Furtado Vieira
Estando em busca de mais um caso engraçado ocorrido na cidadezinha de PIRA PIRA PIROU, pesquisei bastante e incansavelmente pela minha ainda fértil memória e finalmente encontrei este...
Como a incidência de bebidas alcoólicas tem aumentado a cada ano, principalmente entre os jovens, não só os daqui, mas o crescimento dar-se em nível nacional ou até mesmo mundial. Porém como venho sempre contando os casos ocorridos em PIRA PIRA PIROU e para não mudar o foco, o caso se passou nesta cidadezinha, à qual continuo a cada dia mais apaixonado pela mesma, apesar de existir uma pá de malucos por aqui.
Nesta apaixonante cidade, existe um bar bastante movimentado, frequentado por jogadores, vendedores, comerciantes, pescadores, políticos e outros mentirosos, além dos jovens que já se aventuram entrando no mundo do álcool, se embriagando e chegando a perderem o controle, saindo de seus limites e com isso fazendo coisas incríveis e engraçadas como esta:
“Um jovem de aproximadamente vinte anos de idade tomou todas e mais um pouco e ao se retirar daquele bar, o qual se encontrava bastante movimentado, montou em uma motocicleta que se encontrava devidamente estacionada na frente do bar e como de costume por aqui, a chave estava na ignição e o capacete no chifre da bicha. Ao se afastar do local,  ainda chocou-se contra um carro que ali também se encontrava estacionado, caiu, levantou-se e evadiu-se do local. Ocorre que o bebum pegou a moto errada, pois a dele era da mesma marca modelo e cor de outra que se encontrava de frente ao bar e que como as demais, também devidamente estacionada. 

E só foi percebido o engano, porque o dono do carro anotou a placa daquela motocicleta que se afastava em zigue-zaque, chamou a polícia e esta checou seus dados e descobriu que a moto pertencia a uma pessoa conhecida e que estava ali naquele recinto no exato momento e ao ser perguntado sobre o acidente, este ficou surpreso e disse que sua moto estava estacionada na frente do referido bar. Então saíram e foram até o local, porém sua moto não estava ali e sim outra bem parecida com a sua, e então foi desfeito o mistério, o cachaceiro pensou que estava em sua moto, quando na verdade, o mesmo pegou a outra e só no dia seguinte, após sua bela ressaca,  aquele biriteiro procurou a delegacia para dizer que pegou a moto enganada e queria devolver a seu dono e pegar a sua”. É brincadeira! Este é mais um caso de verdade e qualquer semelhança é mera coincidência.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

CASOS DE VERDADE Nº 126/11

Marival Furtado Vieira
Era uma vez e dessa vez como sempre em meus casos de verdade, aconteceu um fato em PIRA PIRA PIROU, o qual passo a contar...
Estava acontecendo uma vias de fato (briga) em plena avenida, entre vários jovens, que se encontravam até aquele momento (dez da noite) se divertindo e enchendo a cara de água que não era benta, isso eu lhes garanto.
Ali naquela avenida sempre foi ponto de encontros entre jovens tanto do sexo masculino como feminino, senhores e senhoras, alguns noiados infiltrados pelo meio, enfim, todo tipo de gente em busca de aventura, sexo, e muita cachaça, já que naquela pequena cidade as opções de divertimento são pouquíssimas, e por isso mesmo, aquele local é bastante procurado, principalmente aos fins de semana.
Então continuando, a briga se alastrava pelo meio da avenida, chegando ao ponto de interditar a referida via não dando inclusive passagem aos veículos que tentavam de todas as formas passar pelo bloqueio, a fim de seguirem seu destino, porém naquele momento estava sendo impossível e a fila de automotores parados aumentava a cada minuto, aguardando terminar aquela infindável briga, já que não podia passar, o jeito era parar e automaticamente assistir a danada da briga.
Como já bem diz o nome de PIRA PIRA PIROU, aqui esta pequena comunidade é realmente uma cidade onde existem muitos malucos e mais um destes ao chegar com seu veículo no local, desceu, observou e se informou o que estava acontecendo, voltou até seu carro pegou uma arma de fogo, tipo uma espingarda calibre 12 e mandou fogo pro alto e gritou: “VAMOS PARAR COM ESTA BRIGA, POIS PRECISO PASSAR COM MEU CARRO, CASO NÃO PAREM VOU ATIRAR NA BUNDA DOS BRIGÕES”. E neste momento era gente correndo pra tudo que era lado e segundo as más línguas, tem gente sumida até hoje. Este é mais um caso de verdade e qualquer semelhança é mera coincidência.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

CASOS DE VERDADE Nº 125/11

Marival Furtado Vieira

Olha essa...

Certo pastor de uma das igrejas evangélicas de nossa PIRA PIRA PIROU e por sinal, meu amigo e homem de Deus, conhecedor da “palavra” e muito abençoado por suas obras em favor dos mais humildes e necessitados, vivendo exclusivamente para a obra do SENHOR. Porém, apesar de todos os seus predicativos espirituais, o mesmo caiu no conto do vigário, ou até mesmo naquele famoso 1.7.1 já tão conhecido da população.

Sua esposa recebe uma ligação, onde do outro lado da linha uma voz entre tantas outras, dizendo tratar-se de seu sobrinho, o qual estava programado sua vinda com sua mãe e família a qualquer momento. Então aquela voz se passando por seu sobrinho pede para falar com seu tio (pastor) e assim que aquele homem de Deus atende ao telefone, a pessoa do outro lado diz: “TIO, ESTAMOS BEM PRÓXIMO DE PIRA PIRA PIROU E VAMOS FAZER UMA SURPRESA PRA TIA, PORÉM ACONTECE QUE O CARRO QUEBROU E MANDEI FAZER O SERVIÇO, E ESTOU COM UM CHEQUE NO VALOR DE R$ 20.000,00 (VINTE MIL REAIS) E A OFICINA NÃO TROCA E NO BANCO TEM QUE FAZER A PREVISÃO DE SAQUE, PORTANTO, ESTOU LIGANDO PRA VOCÊ DEPOSITAR NA CONTA (...), O VALOR DE R$ 2.000,00 (DOIS MIL REAIS) E ASSIM QUE CHEGARMOS EM PIRA PIRA PIROU, EU LHE PAGAREI.”

Então aquele abençoado pastor, ainda desconfiou do dialogo falou pra sua esposa, à qual não gostou e pediu que o mesmo fizesse o depósito o mais rápido possível, sendo então atendido o clamor de sua digníssima. Passados aproximadamente duas horas, o suposto sobrinho liga novamente e fala com o tio, dizendo que desta vez o carro fundiu o motor e que precisaria mais R$ 4.000,00 (Quatro Mil Reais) e de quebra ainda pede um crédito para o celular. Então novamente aquele bom pastor tentou de todas as formas convencer sua esposa de que aquilo estava parecendo um golpe, porém a mesma estava muito ansiosa, até porque aguardava sua irmã que já não a via por vinte e poucos  anos e pediu a seu marido que depositasse o valor solicitado por seu sobrinho, porém o pastor lhe informou que não tinha todo o dinheiro, momento em que aquela amada esposa carinhosamente pediu que o mesmo conseguisse o resto com alguém e assim aquele homem de Deus pediu emprestado de um amigo a quantia faltante e foi depositar novamente, momento em que alguém ouvindo a conversa do pastor, lhe disse: NÃO FAÇA ISSO, POIS TRATA-SE DE UM GOLPE.

E realmente era um golpe, pois o pastor ligou pra seu sobrinho e este estava em sua casa com sua família, dizendo apenas que até o final do ano ele, sua mãe e sua família, estariam visitando seus tios. Este é mais um caso de verdade e qualquer semelhança é mera coincidência. OBS: Cuidado gente com este tipo de golpe, bem como outros, tipo sequestro de família, prêmios e tantos outros. Se por acaso você ganhar algum premio e pedirem que você deposite algum valor, diga para pessoa descontar do premio. Que tal?

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

CASOS DE VERDADE Nº 124/11

Marival Furtado Vieira

Impressionante, porém novamente aconteceu em PIRA PIRA PIROU. Mal escrevi o caso anterior e logo, minha memória trouxe a tona outro parecidíssimo, mudando apenas de nome e de endereço, como se diz no popular.  Vamos lá...
Um casal de agricultores vivendo a quase dez anos devidamente casados, com cinco filhos todos menores e labutando na lavoura, onde tiram seu sustento, vão até aquela pequena delegacia de polícia, a fim de denunciar um senhor e morador da cidade o qual é conhecido daquele marido apaixonado, porém não o respeitou como homem e marido daquela mulher trabalhadora, chegando ao ponto de falar para o próprio que iria cantar sua mulher e manter relações sexuais com a mesma, inclusive querendo saber se este acharia ruim, momento em que aquele pobre coitado lhe disse que não e assim o cara de pau esperou o marido se ausentar de sua residência e naquele momento, o safado vai até a casa do humilde agricultor e fatura pela primeira vez a mulher de seu conhecido sob a mira de uma arma de fogo, segundo ela (?).
No dia seguinte, o camarada encontra aquele agricultor e lhe diz que teria mantido relações sexuais com sua esposa e o marido traído, apenas baixou a cabeça e saiu em direção a sua roça. Novamente aquele imbecil aproveita-se da mulher outra vez e também informa ao marido e este apenas diz o que posso fazer? E na terceira vez, aquele cabra safado satisfaz sua tara pegando a coitada (?) da agricultora e corre a falar pra seu marido, dizendo ainda que aquilo seria caso de polícia e o humilde agricultor lhe responde que realmente era, porém ficou calado e procurou saber de sua mulher o que o cara lhe teria feito e quantas vezes. Então sua mulher abriu o jogo, dizendo que o mesmo vinha mantendo relações sexuais com ela aproximadamente há um ano, girando em torno de quarenta vezes, porém segundo ela, sob a mira de uma arma de fogo e ameaça de morte de seu marido e seus filhos, por isso mesmo ela aceitava e ELE ACREDITOU...
O casal então registrou a ocorrência, porém o marido pediu que sua mulher não falasse para aquele tarado safado. Onde o maridão já um pouco nervoso, procurou o artista e disse que um dos dois deveria sumir no trecho, pois não agüentaria mais tanta humilhação descaradamente proferida por aquele nojento. Sei apenas que o cara deu uma sumida há mais cinco meses, não se sabendo seu paradeiro. O marido tem cara de santinho, porém pelo jeito que fala talvez o malandro dance ou já dançou. Sei lá... Este é mais um caso de verdade e qualquer semelhança é mera coincidência.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

CASOS DE VERDADE Nº 123/11


Marival Furtado Vieira
Em peregrinação pelos circuitos elétricos de minha inesquecível memória em busca de algum fato, achei mais um que passo a narrar, e este é realmente um caso parecendo brincadeira, porém é a mais triste realidade.

Estando em meu local de trabalho como de costume, me aparece naquela pequena delegacia, um casal da raça negra, onde a mãe de aproximadamente 24 anos de idade, trazendo em seus braços um bebê aparentando dois meses de idade, este, porém de pele alvíssima e aparentemente bem cuidado, como também a própria mãe, não tendo a mesma sorte o homem que os acompanhavam, trajando roupas sujas, como se estivesse trabalhando na roça, barba e cabelo por fazer e na cabeça usando um surrado boné e pela sombra deste, aparecia um chifre permitido.

Porém, este cidadão se antecipa e pergunta o que fazer com uma mulher que tem dois maridos? E o outro não pretende mais ajudar a manter a mulher? Perguntado quem seria a mulher, aquele cidadão aponta pra sua companheira, dizendo que ela é sua mulher, porém há seis anos, fizeram um acordo entre eles e um amigo, onde constava que sua mulher serviria sexualmente ao amigo toda vez que aquele amigo (?) necessitasse dos prazeres sexuais em troca de uma pequena quantia mensal como ajuda, porém em um descuido daquela coitada, a mesma engravidou e veio a ter aquela criança que se encontrava ali em seu colo. Após o bebê nascer, o marido tentou mostrar ao amigo que a criança não tinha a cor negra igual ao casal e sim era branca como daquele dito amigo e este como tem alguma posse, resolveu sair fora, como diz o marido, informando que o filho não era seu. Depois disso, o amigo não quis mais saber de transar e nem tampouco ajudar financeiramente o casal como sempre fazia.

Vendo que seu mui amigo não queria assumir a criança, então a registrou como sendo seu filho e por isso mesmo, foi até aquela delegacia pra saber de seus direitos, informando ainda que é analfabeto, porém não é burro, (ah! burro não é mesmo, porém é muito interesseiro e safado...), dizendo que seu amigo é bem de vida e que a criança é a cara dele. Perguntando ainda como faria pra provar que a criança era de seu amigo, pois este tem outros filhos e, portanto, quis saber se a criança em tela fosse filho realmente do outro, teria os mesmos direitos dos filhos daquele amigão? O que você acha? Este é mais um caso de verdade e qualquer semelhança é mera coincidência.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

CASOS DE VERDADE Nº 122/11


Marival Furtado Vieira
 
Pesquisando mais uma vez pelas veias imaginária de minha memória, fui bem lá no fundo e encontrei mais um caso, automaticamente passado na cidadezinha de PIRA PIRA PIROU...

O cara era um jovem de aproximadamente trinta anos de idade, produtor rural e sua vida já bem definida, com perspectivas de em um futuro próximo, estabilizar-se financeiramente. Ocorre que este mesmo jovem, apaixonou-se por uma mulher com muitos problemas, à qual era separada, sofria de depressão e tinha em sua companhia, cinco filhos todos ainda crianças (um kitzinho completo), os quais eram mantidos precariamente com uma pequena pensão que o pai repassava mensalmente para a mãe e ainda pra ele, sua eterna mulher, onde ambos ainda viviam matando a saudade frequentemente, aqui pra nós, toldou a água e depois ficou bebendo água suja.
Voltando ao jovem apaixonado, o mesmo após uma boa conversa com aquela mulher, por sinal maltratada, porém muito bonita convenceu-a  morar com ele, pois encheu o coração daquela pobre e sofrida mulher de esperança, dizendo que criaria seus filhos como se fossem seus e lhe daria uma vida totalmente diferente daquela que a mesma estava levando. Só exigia que seu ex-marido, pai das crianças não aparecesse mais à sua casa com frequência, como vinha fazendo, permitia apenas que o mesmo fosse uma vez por mês, no dia de pagamento da pensão. Exigência aceita pela mulher, porém não pelo ex-marido, o qual se achou ofendido e, portanto, começou a ameaçar de morte aquele futuro marido de sua ex-mulher, sendo obrigado o futuro marido denunciá-lo na delegacia de policia por AMEAÇA contra sua pessoa.

Após denunciar aquele ex-magoado, foi morar com sua nova amada e a convenceu morarem em um sítio de sua propriedade, onde viveram em família aproximadamente por três meses, não mais que isso. Tempo suficiente de o jovem perceber a burrada que teria cometido, assumindo uma mulher problemática, acompanhada por cinco filhos menores e ainda com a perturbação de seu ex-marido. Adivinha quem gostou? Pois é, o ex-marido ficou com um sorriso da largura da boca.
Quer mais?

Como em toda cidadezinha, tudo que acontece passa pela delegacia de polícia, o então jovem apaixonado, apresentou a mulher de volta com seu kitzinho, dizendo que aquela vida não era pra ele e que queria largar da mesma. O policial de serviço o orientou, lhe informando que aquilo não era caso de polícia, que o mesmo procurasse um advogado ou até mesmo a defensoria pública. Este é mais um caso de verdade e qualquer semelhança é mera coincidência.

sábado, 8 de outubro de 2011

CASOS DE VERDADE Nº 121/11



Marival Furtado Vieira


Estando eu como sempre faço, atento para os casos e fatos passados em PIRA PIRA PIROU, captei mais este, ocorrido há muito tempo, porém ainda permanece bem vivo em minha ainda infalível memória, vamos lá...

Certo cidadão produtor rural, vivendo exclusivamente da exploração da lavoura do café, da criação de gados de corte, bem como da criação de aves e peixes, podendo ser considerado um produtor de médio porte e por aqui chamado de uma pessoa de posse e respeitada financeiramente.

Ocorre que costumeiramenteo referido cidadão, aos fins de semana vai à busca de diversão, bebidas e muita orgia, nos lupanares existentes aos arredores de Pira Pira Pirou. Apesar de ser uma pessoa de bem e muito trabalhadora, vive envolvendo-se em baixaria nos locais onde frequenta aos fins de semana.
A última dele ocorreu em um sábado qualquer, onde bebia como diz ele, umas “geladas” em companhia de algumas “damas da noite” e alguns parceiros conhecidos do local (vagabundos), pagando todas as despesas. Ao sair por volta das duas da manhã, três elementos que se divertiram a custa do mesmo o seguira e a certa altura, aqueles pilantras baixaram o cacete naquele cidadão e roubaram sua carteira porta-cédula, onde ali continha o valor de R$ 3.500,00 (Três Mil e Quinhentos Reais) e após o fato, os elementos vazaram do local tomando rumo ignorado.

O cachaceiro cidadão vai até aquela pequena delegacia de polícia, a fim de registrar o roubo, exigindo que a polícia recuperasse sua carteira porta-cédula com o valor roubado, caso contrário, o mesmo entraria em ação e iria fazer justiça com as próprias mãos, pois ainda enrolando a língua de tão bêbado que se encontrava, dizia que sabia onde um de seus agressores e ladrão morava.

Sendo orientado pelo policial de plantão que não fizesse aquilo, pois o caso a partir dali, seria com a polícia. Respondendo para o policial, aquele pinguço dizendo que se a policia não podia entrar a noite na casa do bandido, ele poderia e sumiu daquela delegacia dizendo que iria trabalhar no caso dele e até hoje não se sabe o que aconteceu. Este é mais um caso de verdade e qualquer semelhança é mera coincidência.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

CASOS DE VERDADE Nº 120/11




Marival Furtado Vieira



Costumeiramente tenho batido em cima de casos amorosos, e este é mais um que somado aos demais, me parece engraçado e, portanto, irei contar como se sucedeu.

O esposo sai em busca de aventura, como sempre fazia aos finais de semana, após ter labutado em sua chácara, na colheita do café, esquecendo-se que sua esposa e companheira, também estivera à frente da referida colheita e mais, após a colheita diária, esta ainda cuidava das crianças, lavava suas roupas, limpava a casa e preparava a alimentação da família sem nada reclamar ou chatear aquele figurão que se achava a última bolacha do pacote. Pois bem, o cara esteve à noite toda na farra, bebeu, comeu, dançou, enfim, se divertiu a vontade e até se embriagou, chegando a sua residência por volta das cinco da manhã mamado, gritando e acordando todos de casa e até alguns vizinhos, xingando sua esposa de biscate, safada e preguiçosa e ameaçando espancá-la. 

Depois de ouvir todos os xingamentos e ameaças, àquela senhora honrada e trabalhadora, ainda teve a coragem de questionar seu esposo, perguntando qual o motivo que o levara a xingá-la daquela maneira, uma vez que, enquanto ele se divertia, ela apenas continuou trabalhando nos afazeres de casa e cuidando de seus filhos, portanto, disse: Quem é o biscate, safado e preguiçoso aqui, é você. 

Ouvindo isso, aquele cachaceiro partiu pra cima da esposa, a fim de agredi-la, momento em que esta, tomando uma atitude de poder e bem enérgica, disse: PARE AI, NÃO VENHA ME AGREDIR E NEM ME ESPANCAR, POIS VOU TE DIZER APENAS O SOBRENOME DE MINHA MADRINHA, QUE É “PENHA”. Isto, ela se referindo a Lei Maria da Penha. No dia seguinte, aquela esposa ainda bastante nervosa, vai até aquela delegacia de policia registrar uma ocorrência de AMEAÇA com pedido de representação criminal, contra o infrator e seu futuro ex-marido, segundo ela. Este é mais um caso de verdade e qualquer semelhança é mera coincidência.

domingo, 28 de agosto de 2011

CASOS DE VERDADE Nº 119/11



Marival Furtado Vieira


Em mais uma peregrinação pelo mundo envolvente de minha eloquente memória em busca de casos, lembrei deste...

PIRA PIRA PIROU é uma cidadezinha cheia de mistérios e por isso mesmo, sua população a ama com todo o fervor, chegando ao ponto de serem bairristas, aonde os mais exaltados e com orgulho, chegam a brigarem em defesa deste paraíso, como dizem por aqui os pirapirenses. 

Certo dia chega àquela cidade um forasteiro, vindo do sul do país, a fim de comprar terras por estas bandas do norte e fincar moradia, onde segundo ele, criaria gado de corte. Após visitar algumas fazendas da região, aquele senhor aparentando cinquenta anos de idade, retorna a cidade de PIRA PIRA PIROU e procura diversão, onde encontra um barzinho bem movimentado e começa a encher a cara em companhia de alguns frequentadores do local, fazendo amizade e pagando “todas”. Por volta das duas da manhã, o ilustre visitante já com seu teor alcoólico bastante alterado, começa a denegrir a imagem da cidade, dizendo que isso aqui é o “C” do Brasil, cagando pra Bolívia, dizendo que no máximo, aqui se criaria bem mesmo, era bodes, cabras e ovelhas.

Ao ouvir tais palavras daquele forasteiro, os biriteiros que o acompanhavam em sua cachaçada não gostaram das palavras taxadas e direcionadas a PIRA PIRA PIROU e desceram o braço, quebrando dois dentes e fraturando um dedo da mão direita daquele senhor, inclusive lhe ameaçando de morte, caso o mesmo continuasse a falar mal da cidade. Após ser socorrido ao Hospital local, o forasteiro foi até aquela delegacia de polícia registrar uma ocorrência policial de lesão corporal e ameaça, dizendo que tal registro era apenas pra segurança e que naquele momento não pretendia representar criminalmente contra ninguém, até porque, estava desistindo de fazer moradia por estas bandas, uma vez que o povo do local é muito bairrista. No dia seguinte, ninguém mais viu tal elemento em PIRA PIRA PIROU. É MOLE?... Este é mais um caso de verdade e qualquer semelhança é mera coincidência.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

CASOS DE VERDADE Nº 118/11


Marival Furtado Vieira

Novamente a procura de fatos ou casos escondidos ao longo dos anos pela minha ainda saudável memória, mergulhei no inconsciente e peguei o primeiro caso, este também passado na cidadezinha de PIRA PIRA PIROU... 

Dia de muita festa naquela pequena cidade, pois se tratava de aniversário de sua fundação e, portanto, gente vindo de todos os lados com suas traia, pois a festa gira em torno de três dias sem interrupção, onde ali rola de tudo, tais como: danças, jogos de azar, bebedeiras, diversões e por último, muita comilança, regado ao seu bom churrasco espetado em um cabo de vassoura, pesando aproximadamente dois kg cada espeto, o qual é devorado na maciota pelas famílias presentes. A certa altura do campeonato, chega à festa uma figura conhecidíssima da população presente e porque não dizer, folclórica e muito engraçada, só que, neste dia a referida figura estava virada o zezeu e começou a bagunçar com a alegria daqueles que comemoravam e se divertiam ao som de Zezé de Camargo e Luciano, bem como, embalados por muita aguardente.

O referido figuraço, começa a encher o saco daquela comunidade presente, pedindo de um e de outro um pedaço de churrasco e bebida, sendo atendido quase que em sua totalidade, ocorre que aquele nojento, além de ser servido e por sinal muito bem servido pelos moradores do local, passa a gritar no meio daquela multidão que está a fim de uma mulher pra passar o resto da noite, pois naquele momento encontrava-se um tanto de porre e precisava de uma nega pra curar sua cachaça. 
 
Estando por ali e muito atento, um jovem senhor de aproximadamente trinta anos de idade, da raça negra, quando se aproxima do bebum e pergunta bem baixinho, se o mesmo não estaria a fim de um nego, pois estava a disposição pra qualquer coisa, bastando para tanto apontar a “moita” como se diz por aqui, local onde se entregam aos prazeres. Momento em que aquele biriteiro, saiu gesticulando e gritando em alto e bom som: SAI FORA BICHOLA. Em seguida, vazou dali e nunca mais ninguém soube notícia do cachaceiro e segundo as más línguas, o cara tem horror à gay e talvez tenha mudado de cidade. Este é mais um caso de verdade e qualquer semelhança é mera coincidência. Obs: Nada contra a classe, apenas estou contando um caso que realmente aconteceu.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

CASOS DE VERDADE Nº 117/11


Marival Furtado Vieira

Mais uma de Pira Pira Pirou...Um senhor aparentando setenta anos de idade, se dirige até aquela pequena delegacia de polícia, a fim de fazer uma “queixa”, como chamam por aqui o registro de ocorrência policial, porém o dito cidadão encontrava-se um tanto “bicudo”, pois apresentava um forte sintoma de embriaguez alcoólica, inclusive exalando o conhecido “BAFO DE ONÇA”.

Ao ser atendido pelo comissário de plantão, aquele idoso foi logo informando que sua vizinha, à qual é casada (?) e por sinal, “mui amiga” de sua mulher, lhe ofereceu uma transa em troca de R$ 40,00 (Quarenta Reais) momento em que o velhinho tarado teria aceitado e repassado o montante, jogando no quintal de sua vizinha “peralta e caloteira" quando esta apareceu na janela. De imediato, a vagabunda, segundo ele, recolheu o dinheiro sem que sua amiga (?) e mulher daquele coroa percebesse, uma vez que seu quintal é separado apenas por cerca tipo balaustra.

Assim que o velho safado pode falar com aquela “biscate” como se diz por aqui mulher que trai com um e com outro, encontrando a mesma em uma mercearia do bairro e perguntando quando e onde seria a “trabalhada” e esta apenas lhe respondeu que não era mais possível, pois estava arrependida, uma vez que se considerava amiguíssima de sua mulher, e conforme o velho sem-vergonha, a mesma já estava com outro pé-de-pano, como bem o disse e de acordo com ele, o cara era um rapazinho. Daí o velho ficou realmente furioso e pediu de volta seus REAIS, o que não foi atendido, pois a bacana teria emprestado a verba para seu novo amor. E “AI”, como diz o cantor Jorge Aragão, FOI QUE O BARRACO DESABOU e também como diz um velho ditado: DINHEIRO NA MÃO, COSTA NO CHÃO. E o velho foi só com o dinheiro na mão, costa no chão que é bom, NECA.

Diante de tudo isso, o safado como se encontrava alcoolizado, repetiu por diversas vezes a mesma conversa, porém aquele comissário apenas ouvia sem nada registrar. Quem manda ser velho safado, tarado e por cima, OTÁRIO? Este é mais um caso de verdade e qualquer semelhança é mera coincidência.

terça-feira, 28 de junho de 2011

CASOS DE VERDADE Nº 116/11



Marival Furtado Vieira


Novamente estando perambulando pelas curvas imaginárias de minha memória a procura de outro caso passado em PIRA PIRA PIROU, demorou um pouco, porém encontrei este...

Parecia uma noite calma naquela cidadezinha ordeira e pacata, quando em certo momento um senhor, como se diz por aqui, de meia-idade, vendia por R$ 10,00 (Dez Reais) para um jovem e por incrível que pareça, trabalhador, uma paranga de entorpecente, daquelas quase invisíveis a olho nu, devido seu tamanho e um tremendo engana besta e otários, que se dizem viciados em crack e pagam sem a menor cerimonia por aquela trouxinha, deixando inclusive de comprar a alimentação para seus filhos, apenas para satisfazerem seu ego, ou seja, manter seu vício. 

O referido cidadão infrator, já vinha há muito tempo sendo monitorado pela polícia, onde sua residência era vigiada diuturnamente, onde aqueles homens da lei passavam o pano, e vendo uma grande movimentação naquele lar criminal, onde também ali frequentavam prostitutas, ladrões, vagabundos e alguns pés-inchados.

Por volta de meia noite, policiais de PIRA PIRA PIROU, deram o flagrante no proprietário daquela residência, que naquele momento passava a já citada trouxinha para o referido jovem trabalhador que segundo este último, iria comprar duas paradas, porém o “grande traficante” só teria aquela de resto, pois de acordo com o mesmo, já teria vendido todo o seu estoque durante o dia todo e encontrava-se desfalcado do produto. Após ter sido preso, o infrator confessou friamente que estava realmente vendendo droga há aproximadamente um ano e que vinha levando uma vida mansa, como disse ele, estava com o burro amarrado na sombra. E, agora aquele traficante de meia-tigela também vai ficar um bom tempo na sombra, porém vendo o sol quadrado. Este é mais um caso de verdade e qualquer semelhança é mera coincidência. Em tempo: Aos jovens de Pira Pira Pirou e Alta Floresta, não sigam tal exemplo. Se querem se drogarem, que seja de AMOR AO PRÓXIMO. Este é mais um caso de verdade e qualquer semelhança é mera coincidência.