terça-feira, 25 de outubro de 2011

CASOS DE VERDADE Nº 122/11


Marival Furtado Vieira
 
Pesquisando mais uma vez pelas veias imaginária de minha memória, fui bem lá no fundo e encontrei mais um caso, automaticamente passado na cidadezinha de PIRA PIRA PIROU...

O cara era um jovem de aproximadamente trinta anos de idade, produtor rural e sua vida já bem definida, com perspectivas de em um futuro próximo, estabilizar-se financeiramente. Ocorre que este mesmo jovem, apaixonou-se por uma mulher com muitos problemas, à qual era separada, sofria de depressão e tinha em sua companhia, cinco filhos todos ainda crianças (um kitzinho completo), os quais eram mantidos precariamente com uma pequena pensão que o pai repassava mensalmente para a mãe e ainda pra ele, sua eterna mulher, onde ambos ainda viviam matando a saudade frequentemente, aqui pra nós, toldou a água e depois ficou bebendo água suja.
Voltando ao jovem apaixonado, o mesmo após uma boa conversa com aquela mulher, por sinal maltratada, porém muito bonita convenceu-a  morar com ele, pois encheu o coração daquela pobre e sofrida mulher de esperança, dizendo que criaria seus filhos como se fossem seus e lhe daria uma vida totalmente diferente daquela que a mesma estava levando. Só exigia que seu ex-marido, pai das crianças não aparecesse mais à sua casa com frequência, como vinha fazendo, permitia apenas que o mesmo fosse uma vez por mês, no dia de pagamento da pensão. Exigência aceita pela mulher, porém não pelo ex-marido, o qual se achou ofendido e, portanto, começou a ameaçar de morte aquele futuro marido de sua ex-mulher, sendo obrigado o futuro marido denunciá-lo na delegacia de policia por AMEAÇA contra sua pessoa.

Após denunciar aquele ex-magoado, foi morar com sua nova amada e a convenceu morarem em um sítio de sua propriedade, onde viveram em família aproximadamente por três meses, não mais que isso. Tempo suficiente de o jovem perceber a burrada que teria cometido, assumindo uma mulher problemática, acompanhada por cinco filhos menores e ainda com a perturbação de seu ex-marido. Adivinha quem gostou? Pois é, o ex-marido ficou com um sorriso da largura da boca.
Quer mais?

Como em toda cidadezinha, tudo que acontece passa pela delegacia de polícia, o então jovem apaixonado, apresentou a mulher de volta com seu kitzinho, dizendo que aquela vida não era pra ele e que queria largar da mesma. O policial de serviço o orientou, lhe informando que aquilo não era caso de polícia, que o mesmo procurasse um advogado ou até mesmo a defensoria pública. Este é mais um caso de verdade e qualquer semelhança é mera coincidência.

sábado, 8 de outubro de 2011

CASOS DE VERDADE Nº 121/11



Marival Furtado Vieira


Estando eu como sempre faço, atento para os casos e fatos passados em PIRA PIRA PIROU, captei mais este, ocorrido há muito tempo, porém ainda permanece bem vivo em minha ainda infalível memória, vamos lá...

Certo cidadão produtor rural, vivendo exclusivamente da exploração da lavoura do café, da criação de gados de corte, bem como da criação de aves e peixes, podendo ser considerado um produtor de médio porte e por aqui chamado de uma pessoa de posse e respeitada financeiramente.

Ocorre que costumeiramenteo referido cidadão, aos fins de semana vai à busca de diversão, bebidas e muita orgia, nos lupanares existentes aos arredores de Pira Pira Pirou. Apesar de ser uma pessoa de bem e muito trabalhadora, vive envolvendo-se em baixaria nos locais onde frequenta aos fins de semana.
A última dele ocorreu em um sábado qualquer, onde bebia como diz ele, umas “geladas” em companhia de algumas “damas da noite” e alguns parceiros conhecidos do local (vagabundos), pagando todas as despesas. Ao sair por volta das duas da manhã, três elementos que se divertiram a custa do mesmo o seguira e a certa altura, aqueles pilantras baixaram o cacete naquele cidadão e roubaram sua carteira porta-cédula, onde ali continha o valor de R$ 3.500,00 (Três Mil e Quinhentos Reais) e após o fato, os elementos vazaram do local tomando rumo ignorado.

O cachaceiro cidadão vai até aquela pequena delegacia de polícia, a fim de registrar o roubo, exigindo que a polícia recuperasse sua carteira porta-cédula com o valor roubado, caso contrário, o mesmo entraria em ação e iria fazer justiça com as próprias mãos, pois ainda enrolando a língua de tão bêbado que se encontrava, dizia que sabia onde um de seus agressores e ladrão morava.

Sendo orientado pelo policial de plantão que não fizesse aquilo, pois o caso a partir dali, seria com a polícia. Respondendo para o policial, aquele pinguço dizendo que se a policia não podia entrar a noite na casa do bandido, ele poderia e sumiu daquela delegacia dizendo que iria trabalhar no caso dele e até hoje não se sabe o que aconteceu. Este é mais um caso de verdade e qualquer semelhança é mera coincidência.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

CASOS DE VERDADE Nº 120/11




Marival Furtado Vieira



Costumeiramente tenho batido em cima de casos amorosos, e este é mais um que somado aos demais, me parece engraçado e, portanto, irei contar como se sucedeu.

O esposo sai em busca de aventura, como sempre fazia aos finais de semana, após ter labutado em sua chácara, na colheita do café, esquecendo-se que sua esposa e companheira, também estivera à frente da referida colheita e mais, após a colheita diária, esta ainda cuidava das crianças, lavava suas roupas, limpava a casa e preparava a alimentação da família sem nada reclamar ou chatear aquele figurão que se achava a última bolacha do pacote. Pois bem, o cara esteve à noite toda na farra, bebeu, comeu, dançou, enfim, se divertiu a vontade e até se embriagou, chegando a sua residência por volta das cinco da manhã mamado, gritando e acordando todos de casa e até alguns vizinhos, xingando sua esposa de biscate, safada e preguiçosa e ameaçando espancá-la. 

Depois de ouvir todos os xingamentos e ameaças, àquela senhora honrada e trabalhadora, ainda teve a coragem de questionar seu esposo, perguntando qual o motivo que o levara a xingá-la daquela maneira, uma vez que, enquanto ele se divertia, ela apenas continuou trabalhando nos afazeres de casa e cuidando de seus filhos, portanto, disse: Quem é o biscate, safado e preguiçoso aqui, é você. 

Ouvindo isso, aquele cachaceiro partiu pra cima da esposa, a fim de agredi-la, momento em que esta, tomando uma atitude de poder e bem enérgica, disse: PARE AI, NÃO VENHA ME AGREDIR E NEM ME ESPANCAR, POIS VOU TE DIZER APENAS O SOBRENOME DE MINHA MADRINHA, QUE É “PENHA”. Isto, ela se referindo a Lei Maria da Penha. No dia seguinte, aquela esposa ainda bastante nervosa, vai até aquela delegacia de policia registrar uma ocorrência de AMEAÇA com pedido de representação criminal, contra o infrator e seu futuro ex-marido, segundo ela. Este é mais um caso de verdade e qualquer semelhança é mera coincidência.

domingo, 28 de agosto de 2011

CASOS DE VERDADE Nº 119/11



Marival Furtado Vieira


Em mais uma peregrinação pelo mundo envolvente de minha eloquente memória em busca de casos, lembrei deste...

PIRA PIRA PIROU é uma cidadezinha cheia de mistérios e por isso mesmo, sua população a ama com todo o fervor, chegando ao ponto de serem bairristas, aonde os mais exaltados e com orgulho, chegam a brigarem em defesa deste paraíso, como dizem por aqui os pirapirenses. 

Certo dia chega àquela cidade um forasteiro, vindo do sul do país, a fim de comprar terras por estas bandas do norte e fincar moradia, onde segundo ele, criaria gado de corte. Após visitar algumas fazendas da região, aquele senhor aparentando cinquenta anos de idade, retorna a cidade de PIRA PIRA PIROU e procura diversão, onde encontra um barzinho bem movimentado e começa a encher a cara em companhia de alguns frequentadores do local, fazendo amizade e pagando “todas”. Por volta das duas da manhã, o ilustre visitante já com seu teor alcoólico bastante alterado, começa a denegrir a imagem da cidade, dizendo que isso aqui é o “C” do Brasil, cagando pra Bolívia, dizendo que no máximo, aqui se criaria bem mesmo, era bodes, cabras e ovelhas.

Ao ouvir tais palavras daquele forasteiro, os biriteiros que o acompanhavam em sua cachaçada não gostaram das palavras taxadas e direcionadas a PIRA PIRA PIROU e desceram o braço, quebrando dois dentes e fraturando um dedo da mão direita daquele senhor, inclusive lhe ameaçando de morte, caso o mesmo continuasse a falar mal da cidade. Após ser socorrido ao Hospital local, o forasteiro foi até aquela delegacia de polícia registrar uma ocorrência policial de lesão corporal e ameaça, dizendo que tal registro era apenas pra segurança e que naquele momento não pretendia representar criminalmente contra ninguém, até porque, estava desistindo de fazer moradia por estas bandas, uma vez que o povo do local é muito bairrista. No dia seguinte, ninguém mais viu tal elemento em PIRA PIRA PIROU. É MOLE?... Este é mais um caso de verdade e qualquer semelhança é mera coincidência.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

CASOS DE VERDADE Nº 118/11


Marival Furtado Vieira

Novamente a procura de fatos ou casos escondidos ao longo dos anos pela minha ainda saudável memória, mergulhei no inconsciente e peguei o primeiro caso, este também passado na cidadezinha de PIRA PIRA PIROU... 

Dia de muita festa naquela pequena cidade, pois se tratava de aniversário de sua fundação e, portanto, gente vindo de todos os lados com suas traia, pois a festa gira em torno de três dias sem interrupção, onde ali rola de tudo, tais como: danças, jogos de azar, bebedeiras, diversões e por último, muita comilança, regado ao seu bom churrasco espetado em um cabo de vassoura, pesando aproximadamente dois kg cada espeto, o qual é devorado na maciota pelas famílias presentes. A certa altura do campeonato, chega à festa uma figura conhecidíssima da população presente e porque não dizer, folclórica e muito engraçada, só que, neste dia a referida figura estava virada o zezeu e começou a bagunçar com a alegria daqueles que comemoravam e se divertiam ao som de Zezé de Camargo e Luciano, bem como, embalados por muita aguardente.

O referido figuraço, começa a encher o saco daquela comunidade presente, pedindo de um e de outro um pedaço de churrasco e bebida, sendo atendido quase que em sua totalidade, ocorre que aquele nojento, além de ser servido e por sinal muito bem servido pelos moradores do local, passa a gritar no meio daquela multidão que está a fim de uma mulher pra passar o resto da noite, pois naquele momento encontrava-se um tanto de porre e precisava de uma nega pra curar sua cachaça. 
 
Estando por ali e muito atento, um jovem senhor de aproximadamente trinta anos de idade, da raça negra, quando se aproxima do bebum e pergunta bem baixinho, se o mesmo não estaria a fim de um nego, pois estava a disposição pra qualquer coisa, bastando para tanto apontar a “moita” como se diz por aqui, local onde se entregam aos prazeres. Momento em que aquele biriteiro, saiu gesticulando e gritando em alto e bom som: SAI FORA BICHOLA. Em seguida, vazou dali e nunca mais ninguém soube notícia do cachaceiro e segundo as más línguas, o cara tem horror à gay e talvez tenha mudado de cidade. Este é mais um caso de verdade e qualquer semelhança é mera coincidência. Obs: Nada contra a classe, apenas estou contando um caso que realmente aconteceu.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

CASOS DE VERDADE Nº 117/11


Marival Furtado Vieira

Mais uma de Pira Pira Pirou...Um senhor aparentando setenta anos de idade, se dirige até aquela pequena delegacia de polícia, a fim de fazer uma “queixa”, como chamam por aqui o registro de ocorrência policial, porém o dito cidadão encontrava-se um tanto “bicudo”, pois apresentava um forte sintoma de embriaguez alcoólica, inclusive exalando o conhecido “BAFO DE ONÇA”.

Ao ser atendido pelo comissário de plantão, aquele idoso foi logo informando que sua vizinha, à qual é casada (?) e por sinal, “mui amiga” de sua mulher, lhe ofereceu uma transa em troca de R$ 40,00 (Quarenta Reais) momento em que o velhinho tarado teria aceitado e repassado o montante, jogando no quintal de sua vizinha “peralta e caloteira" quando esta apareceu na janela. De imediato, a vagabunda, segundo ele, recolheu o dinheiro sem que sua amiga (?) e mulher daquele coroa percebesse, uma vez que seu quintal é separado apenas por cerca tipo balaustra.

Assim que o velho safado pode falar com aquela “biscate” como se diz por aqui mulher que trai com um e com outro, encontrando a mesma em uma mercearia do bairro e perguntando quando e onde seria a “trabalhada” e esta apenas lhe respondeu que não era mais possível, pois estava arrependida, uma vez que se considerava amiguíssima de sua mulher, e conforme o velho sem-vergonha, a mesma já estava com outro pé-de-pano, como bem o disse e de acordo com ele, o cara era um rapazinho. Daí o velho ficou realmente furioso e pediu de volta seus REAIS, o que não foi atendido, pois a bacana teria emprestado a verba para seu novo amor. E “AI”, como diz o cantor Jorge Aragão, FOI QUE O BARRACO DESABOU e também como diz um velho ditado: DINHEIRO NA MÃO, COSTA NO CHÃO. E o velho foi só com o dinheiro na mão, costa no chão que é bom, NECA.

Diante de tudo isso, o safado como se encontrava alcoolizado, repetiu por diversas vezes a mesma conversa, porém aquele comissário apenas ouvia sem nada registrar. Quem manda ser velho safado, tarado e por cima, OTÁRIO? Este é mais um caso de verdade e qualquer semelhança é mera coincidência.

terça-feira, 28 de junho de 2011

CASOS DE VERDADE Nº 116/11



Marival Furtado Vieira


Novamente estando perambulando pelas curvas imaginárias de minha memória a procura de outro caso passado em PIRA PIRA PIROU, demorou um pouco, porém encontrei este...

Parecia uma noite calma naquela cidadezinha ordeira e pacata, quando em certo momento um senhor, como se diz por aqui, de meia-idade, vendia por R$ 10,00 (Dez Reais) para um jovem e por incrível que pareça, trabalhador, uma paranga de entorpecente, daquelas quase invisíveis a olho nu, devido seu tamanho e um tremendo engana besta e otários, que se dizem viciados em crack e pagam sem a menor cerimonia por aquela trouxinha, deixando inclusive de comprar a alimentação para seus filhos, apenas para satisfazerem seu ego, ou seja, manter seu vício. 

O referido cidadão infrator, já vinha há muito tempo sendo monitorado pela polícia, onde sua residência era vigiada diuturnamente, onde aqueles homens da lei passavam o pano, e vendo uma grande movimentação naquele lar criminal, onde também ali frequentavam prostitutas, ladrões, vagabundos e alguns pés-inchados.

Por volta de meia noite, policiais de PIRA PIRA PIROU, deram o flagrante no proprietário daquela residência, que naquele momento passava a já citada trouxinha para o referido jovem trabalhador que segundo este último, iria comprar duas paradas, porém o “grande traficante” só teria aquela de resto, pois de acordo com o mesmo, já teria vendido todo o seu estoque durante o dia todo e encontrava-se desfalcado do produto. Após ter sido preso, o infrator confessou friamente que estava realmente vendendo droga há aproximadamente um ano e que vinha levando uma vida mansa, como disse ele, estava com o burro amarrado na sombra. E, agora aquele traficante de meia-tigela também vai ficar um bom tempo na sombra, porém vendo o sol quadrado. Este é mais um caso de verdade e qualquer semelhança é mera coincidência. Em tempo: Aos jovens de Pira Pira Pirou e Alta Floresta, não sigam tal exemplo. Se querem se drogarem, que seja de AMOR AO PRÓXIMO. Este é mais um caso de verdade e qualquer semelhança é mera coincidência.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

CASOS DE VERDADE Nº 115/11


Marival Furtado Vieira

Por várias vezes venho mergulhando em meus pensamentos à procura de casos e fatos engraçados, ocorridos em PIRA PIRA PIROU e como de costume, localizei mais um, e que trago a tona para os amigos internautas tomarem conhecimento e se deliciarem...

Era uma calma segunda-feira naquela pitoresca cidadezinha e durante o dia tudo transcorreu na maior paz e tranquilidade para a polícia, onde a PM apenas fazia seu trabalho preventivo e rotineiro.

Porém, por volta das 23h00 daquele mesmo dia, um velho conhecido cachaceiro da polícia, tenta por várias vezes se jogar sobre os veículos, procurando ser atropelado para chamar à atenção de sua ex-esposa, à qual já está em outra faz hora e o abestado se embriagando diariamente de amor e muita cachaça, dizendo-se traído por sua ex como por toda sua família. O 190 é acionado por populares dando conta das peripécias do safado e ao ser abordado pela guarnição, após muita conversa para retirá-lo daquele local perigoso, o referido elemento ainda muito nervoso, bastante mamado e gritando com os policiais, é dominado e encaminhado para aquela pequena delegacia de polícia, onde ao chegar o mesmo foi logo informando que tinha seus direitos de cidadão e que precisava urgentemente beber água, uma vez que encontrava-se todo mijado e de acordo com suas informações, não podia se desidratar, portanto exigia do Comissário de plantão uma panela com água pra beber.

Como o biriteiro é muito conhecido dos policiais, dando trabalho para a polícia quase que semanalmente, aquele Comissário foi até a cozinha e pegou uma panela com água e tascou na cara do marmanjo, a fim de tirar aquele aroma tanto de cachaça como de urina e meteu o sem-vergonha no corró até o dia seguinte. Hoje infelizmente não existe mais corró na maioria das delegacias de polícia e com isso, os baderneiros e cachaceiros são liberados de imediato e ainda brincam com a cara dos policiais. É brincadeira! Este é mais um caso de verdade e qualquer semelhança é mera coincidência.

terça-feira, 31 de maio de 2011

CASOS DE VERDADE Nº 114/11



Marival Furtado Vieira

Refrescando minha inusitada memória em busca de mais um caso, localizei um em um cantinho escondido e como sempre passado em PIRA PIRA PIROU...

 Nos idos dos anos 70, uma família de pioneiros daquela cidadezinha, composta por cinco pessoas, entre crianças e adolescentes, além de seus pais, vivendo e levando suas vidas normalmente, como qualquer outra família de trabalhadores, suando para não deixar faltar nada para seus filhos, principalmente na parte alimentícia e por incrível que pareça, realmente não faltava.

Dois dos filhos do casal eram gêmeos e bem raquíticos, com aproximadamente oito anos de idade, porém comiam igual gente grande, e certa ocasião, já estudando no Jardim de Infância de uma escola dirigida por irmãs de caridade (freiras) e quase nunca participavam do recreio, pensando só “naquilo.”

Não tinha páreo duro para a dupla, conhecida por sete bóia, pois ambos se armavam de pratos e colheres e metiam ficha, sem dó e nem piedade, sendo observados com espanto por seus coleguinhas pelas peripécias alimentar daquelas duas figurinhas que pareciam serem brocadas e mortas de fome.

Como a dupla já estava famosa e dando prejuízo para aquela escola, a Irmã diretora mandou chamar os responsáveis pelas duas crianças, indo responder pelas as mesmas sua mãe, onde foi indagada por aquela religiosa, após alguns rodeios, se a dupla vinha passando fome em casa, momento em que aquela mãe sabedora das gulodices de seus filhos, respondeu que eles sempre foram bons de garfo, dizendo inclusive que ao chegarem da escola, a primeira coisa que faziam era comerem alguma coisa, pois chegavam reclamando de estarem com fome.

 Após ouvir atentamente as explicações daquela coitada mãe, a Irmã diretora disse categoricamente que ambos estariam praticando um dos sete pecados capitais, ou seja, a GULA ou então estariam com uma bruta SOLITÁRIA. Desconfiada aquela mãe, manda fazer exame de fezes em seus dois filhos e no resultado não foi constatado nada de anormal e hoje ambos estão próximo dos quarenta anos, continuam raquíticos e continuam sendo chamados de sete bóia e comendo igual a dois animais.

Alguns dias atrás, os gêmeos foram até um restaurantente daqueles que pode servir-se apenas uma vez e tiveram a ideia de compactar a comida no prato, tipo uma camada de arroz e compacta bem com uma colher, uma camada de macarrão e também compacta, outra camada de carne e compacta, e assim por diante. Não imaginavam eles que o proprietário do restaurante observava de longe a façanha da dupla e na hora de pagar, tiveram que cair com o valor três vezes mais. É mole? Este é mais um caso de verdade e qualquer semelhança é mera coincidência.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

CASOS DE VERDADE Nº 113/11

Marival Furtado Vieira

Quando eu digo que a cidadezinha de PIRA PIRA PIROU é mesmo um antro de loucura, ninguém acredita, só mesmo vendo para crê e pode acreditar, eu vi e ouvi, porém não filmei, ficou apenas registrado em minha ainda infalível memória e que passo a narrar.

O cara é separado judicialmente da mãe de seus dois filhos aproximadamente quatro anos, inclusive sendo feito a partilha de seus bens também judicialmente, porém, uma enorme paixão o consome a cada dia, à qual também se transformou em ciúmes por aquela que um dia foi sua digníssima e que lhe dava muito afeto e carinho, porém veio perdê-la por causa da birita exagerada que consumia, ou melhor, que consome até os dias de hoje. O cara ficou desiludido com outras mulheres, segundo ele, dizendo pelos quatro cantos da cidade que não sabe viver sem o amor daquela que ainda hoje a maltrata com palavras pejorativas e para tanto, continua seguindo seus passos e dormindo diariamente em uma tuia existente nos fundos do quintal da casa pertencente a sua ex-mulher.

Como os dois são frequentadores assíduos da pequena delegacia de PIRA PIRA PIROU, sua ex não suportando mais as ameaças, perseguições e perturbações por parte daquele pé-de-cana, registrou mais uma ocorrência, das muitas já existente naquela instituição e relacionadas ao mesmo fato e infrator, informando que o referido elemento entrou em sua casa sem sua autorização e quebrou tudo, espalhando documentos daquela senhora por toda a casa e por último para infernizar com a vida daquela sofrida trabalhadora, foi ao banheiro e fez suas necessidades fisiológicas fora do vaso, deixando ainda uma cueca já bastante surrada e suspeita pendurada em seu banheiro.

Após o registro da ocorrência policial, aquela ex-parceira do maluco, pede apoio a Autoridade policial, onde foi aplicada a Lei Maria da Penha, e solicitado a Justiça uma Medida Protetiva, para que o safado não se aproxime da mesma, numa faixa de trezentos metros. Agora é só aguardar. Brevemente darei notícias sobre o desenrolar sobre a medida protetiva, pois acredito que o bicho não vai respeitar. Este é mais um caso de verdade e qualquer semelhança é mera coincidência.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

CASOS DE VERDADE Nº 112/11


Marival Furtado Vieira
Em mais um passeio pela minha memória à procura de um caso ou fato engraçado, encontrei este...

Em PIRA PIRA PIROU, vale tudo, inclusive casos amorosos em que o marido tem vida dupla com conhecimento de sua esposa, isto até uma fofoqueira de plantão entrar no meio e tentar derrubar a amante, à qual se intitula de a “OUTRA” com orgulho, até porque não lhe falta nada e vivendo dez vezes melhor que aquela sua vizinha fofoqueira, que tentou de todas as formas, porém não conseguiu destruir aquele amor safado.

Era um domingo como muitos outros que a mesma passou ao lado de seu amor, pois já se foram três anos de muita paixão, segundo ela, hoje com 23 anos de idade enquanto o safado com 56 e em plena forma, segundo ainda suas informações. Após o almoço dominical como de costume, ambos foram para o quarto se amarem e lá por volta das 14h00, começaram a perturbar a vizinha fofoqueira com gritos e gemidos, à qual é uma senhora acima dos 60 anos e talvez impossibilitada de fazer o mesmo, resolveu ligar para a esposa daquele marido safado, dizendo que o mesmo vive dando presentes para a vagabunda e que tais presentes todos de ótima qualidade e, por conseguinte todos caríssimos, como por exemplo: geladeira, televisão, som, cama, jóias e, kits e mais kits da natura. Indignada a vizinha ainda diz para a esposa que a amante de seu marido anda colocando chifre nele, pois toda vez que o mesmo sai, de imediato entra em cena, o pé de pano na casa da vadia.

A esposa após as informações recebidas pela fofoqueira vai até a casa da “OUTRA” tirar satisfação dizendo para aquela amante que soube por sua vizinha que a mesma estaria colocando chifre em seu marido e por isso mesmo, mandou a amante tomar CUIDADO PRA NÃO AMANHECER COM A BOCA CHEIA DE FORMIGA. De imediato, a “OUTRA” foi até a delegacia de polícia de PIRA PIRA PIROU para registrar uma ocorrência Policial de CALUNIA contra sua vizinha fofoqueira referente apenas aos presentes, à qual informa que tem todas as notas fiscais em seu nome e outra Ocorrência Policial de AMEAÇA contra sua sócia conjugal, manifestando inclusive o desejo de representar criminalmente contra as duas. Ai é demais. Este é mais um caso de verdade e qualquer semelhança é mera coincidência.

domingo, 1 de maio de 2011

CASOS DE VERDADE Nº 111/11



Marival Furtado Vieira


Vez em quando minha memória capta casos e fatos, ocorridos em PIRA PIRA PIROU, e este é mais um dos casos que realmente merece destaque, e o melhor que é bem recente...

Como naquela cidadezinha, tudo é motivo de festa, algumas escolas públicas promoveram um mini-campeonato de futebol, entre as alunas de diversos estabelecimentos educacionais, onde ali poderia aparecer a melhor atleta que poderia ser chamada a nível nacional, para inclusive representar a seleção canarinho de futebol feminino. Então aquelas jovens estudantes/atletas, se empenhariam ao máximo para fazerem uma bela apresentação e quem sabe talvez, estariam sendo observadas por algum olheiro anônimo que poderia ali está analisando o desempenho de cada uma delas. E eu, aproveitei para ser um desses olheiros sem compromisso com ninguém, apenas para satisfazer meu ego, até porque tenho entre umas das atletas, uma sobrinha que resolveu de um dia para o outro ser jogadora de futebol feminino e já faz parte da grande equipe colegial (?) de um dos colégios, se intitulando uma zagueira raçuda (?). Vamos ao que interessa...

Por volta de quase meio dia (?) aquelas excelentes atletas entram em campo, todas devidamente uniformizadas e cheias de poses, trazendo no peito o escudo de sua escola, onde deveriam honrá-la, colocando o coração no bico da chuteira e massacrando o time adversário, este sim, preparadíssimo, quase pronto para enfrentar qualquer JOER e trajando uniformes realmente de futebol.

Começa o jogo, e aquelas alunas/atletas que entraram em campo fazendo poses, levam o primeiro gol aos dois minutos aproximadamente, em seguida mais um, outro gol chamado de frango, um contra e mais 12 gols de todas as formas e moldes, sendo no total 16, contra nenhum daquele time de meninas moças que talvez, como minha sobrinha, jogaram muito mesmo foi PETECA em sua infância, onde confundiram com futebol. A título de informação para a técnica do grandioso time dos doze, ou dos dezesseis, houve um momento em que a goleira, deixou seu gol e foi até ao banco de reserva, tomar água ou fazer sei lá o quê, enquanto o jogo rolava e acredite se quiser, com a área abandonada por quase dois minutos, o time adversário não fez nem um golzinho. Acho que o melhor seria ficar sem a arqueira, talvez assim, não tomassem tantos gols. Caneladas e trombadas então nem se fala. No momento minha sobrinha se encontra no Dr. GEL. Só pra terminar, como diz aquele cara da TV: EU AUMENTO, MAS NÃO INVENTO. Este é mais um caso de verdade e qualquer semelhança é mera coincidência.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

CASOS DE VERDADE Nº 110/11



Marival Furtado Vieira

Em passeio pela minha memória em busca de mais um caso perdido pelo tempo, localizei mais um, também passado em PIRA PIRA PIROU, senão vejamos...

Certo cidadão pirapirapirense, já acima dos setenta anos, viúvo e com seus filhos hoje, todos casados e donos de seus narizes, como se diz um dito popular. Este mesmo cidadão não querendo outra companheira para sua vida e por não querer dar trabalho a seus filhos, portanto, vem morando sozinho, residindo na mesma casa, onde ali viveu por muitos anos em companhia de sua falecida esposa e seus filhos, até aquela ser chamada para o outro lado da vida e os filhos procurarem seus caminhos.

Certo dia estava aquele senhor pitando seu fumo, quando chega a sua residência, um casal de irmãos e amigos do referido ancião, pedindo-lhe apoio no sentido do velho ajudar um irmão daquele casal de amigos, dizendo para o mesmo que seu irmão tinha um problema muito sério, ou seja, era viciado em álcool e teria virado alcoolatra e não queria se tratar, pois sua família estava tentando de todas as formas levá-lo a um centro de recuperação pra alcoolatra, porém este se recusava, dizendo sempre que não era viciado, que estava apenas passando por uma fase de sua vida e que bastasse ficar ao lado de alguém que não bebesse, ele teria certeza que jamais voltaria a melar o bico. Portanto, aquele casal de irmãos estava ali pedindo ajuda aquele senhor, até porque este não bebia e morava sozinho, o qual ouvia atentamente o relato resumido sobre o biriteiro. E decidiu que aceitaria seu irmão apenas por trinta dias, ficando combinado que após esta data, ou o mesmo se curasse ou não, os irmãos teriam obrigação de retirar o elemento de sua casa.

Dentro de meia hora após acertarem com o velho, trouxeram o irmão com todas suas traias e panos de bunda, para uma nova temporada ao lado daquele vovô.

Após dois dias de convivência, o referido elemento já estava mandando no velho, inclusive exigindo suas roupas lavadas, sua comida feita e servida e até atendê-lo, servindo também um “golezinho de pinga”, como este dizia que era apenas pra abrir o apetite. No terceiro dia, aquele pinguço saiu pra dar umas voltas e retornou por volta das quatro da madruga, cheio da manguaça e sacaneando com aquele ancião que estava lhe dando abrigo. Uma semana após, o velho não aguentando mais, foi até a casa dos irmãos do cachaceiro pedir para retirar o elemento de sua casa, quando este teve a seguinte resposta: “NOSSO ACERTO É PRA TRINTA DIAS, PORTANTO SE VIRE”. Não tendo como resolver o problema, aquele senhor vai até aquela Delegacia de Polícia pra ver o que poderia ser feito. Este é mais um caso de verdade e qualquer semelhança é mera coincidência.